Meus 25 anos.

Quando fiz dezoito anos, me disseram que dali pra frente os anos correriam bem mais rápido. Dos dezoito aos vinte e cinco anos, tanta coisa mudou, parece que passou uma vida inteira. Vi e aprendi tanta coisa, perdi velhos medos, ganhei alguns novos. Fiz e perdi amigos, mas aprendi quais são os de verdade. Chego aos vinte e cinco com a calma de um adulto e a curiosidade de um adolescente.

Sim, tô completando ¼ de século. Ainda faltam 5 pros 30, mas já já eles chegam. Eu nunca tive medo de envelhecer, mas sempre tive medo das consequências de se estar mais velha. 25 anos parecem singelos, mas enchem os ombros com o peso da incerteza. Agora se posso dizer uma coisa é que ganhei inúmeras oportunidades de aprender, e até mesmo algumas feridas, com algumas lições que muitas vezes são mais dolorosas do que imaginamos suportar.

Eu aprendi que não temos controle nem do queijo que mofa na geladeira, quem dirá das nossas vidas. Não dá pra controlar a carreira, o coração, as vontades, o sucesso. Essa mania de querer controlar tudo e todos ainda vai nos levar a loucura.

Eu aprendi que dá pra cair! Todo mundo cai. Dá pra errar nas contas e estourar o cartão no primeiro ano morando sozinha. Dá pra ser demitida. Dá pra ter um, ou vários, papel de trouxa… O que importa é levantar e aprender com cada tropeço.

Eu aprendi que cabe a você se desesperar ou respirar fundo e seguir em frente. A felicidade e positividade depende apenas de você.

Eu aprendi que posso mudar de ideia. Posso voltar atrás se que quiser. Mudar de ideia não é errado e muito menos ruim.

Eu aprendi que algumas pessoas são tóxicas e, por mais que você queira, não pode ficar perto delas. Precisa se afastar, precisa deixar ir. Assim, eu aprendi que não adianta chamar quando alguém está perdido e que eu não posso “salvar” todo mundo. Eu aprendi que devo ser filtro e não esponja.

Eu aprendi que viver não cabe no currículo. Parar para assistir um filme bobo, ter um blog ou ler um romance não te torna um profissional menos capaz.

Eu aprendi que você pode sair de moletom e toda trabalhada na cara lavada na terça e que você pode caprichar no salto e no batom vermelho na quarta. Vontades mudam. Variar é bom e o importante é fazer algo que te faça se sentir bem naquele momento.

Eu aprendi que os boletos sempre chegam! E que grande parte do seu dinheiro vai para comprar lençol, produtos de limpeza. “Opa, esse mês sobrou uma grana para aquele sapato. Eita, mas a descarga quebrou!”.

Eu aprendi que ainda não sei o que quero e quem quero ser, mas também aprendi que não preciso me preocupar tanto com isso. Dia após dia, passo após passo… Um dia a gente chega lá, seja lá onde for.

Eu aprendi que eu ainda tenho muito a fazer e viver. Eu achava que aos 25 já teria vivido quase tudo. Volta ao mundo, carreira estável, dois gatos, escrever um livro, meditar… Será que tudo isso cabe nos próximos 5 anos? 25 quem sabe?

Não sei o que o futuro me reserva, mas sei que estou pronta para o que der e vier!

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